
Eu estava lá , em cima de uma torre, de lá eu observava apenas o que era permitido ser observado, via por todos os cantos,uma grande decoração branca, um céu meio ofuscado em uma direção totalmente limitada.
Eu via as mesmas pessoas, eu ouvia a mesma música, eu aprendia as mesmas frases e aquilo, aquela regra ia fazendo todo o meu formulario.
Mas, eu não queria estar alí. Eu queria sair, eu queria pular mas era muito alto, eu queria pedir ajuda, mas meu orgulho era bem maior do que a minha vontade de sair dalí. Eu mesmo me manipulava, eu mesmo acreditava naquela mentira, talvez por ser mais fácil viver aquele mundo , mas enfim. Eu estava alí!
De repente, eu vi uma estrada. Essa estrada, sorria pra mim , vi uma borboleta e corri em direção dela, comecei a ver uma cor, é .. aquela borboleta era colorida, comecei a segui-la naquela alameda. Como estava insegura, e voltando a interpretar as coisas exatamente naquele momento, eu dava 5 passos pra frente, e 3 para trás! E isso demorava muito, estava naquela busca, naquele labirinto já a meses, eu caia, levantava, seguia e parava.
Para conquistar algumas coisas, tendemos a nos soltar de outras, então .. fui me desgarrando daquele medo que me enfrentava, e meus passos adiante, era mais forte dos que o que me retrocedia.
Passaram - se meses. Eu cheguei até a casa daquela borboleta. Lá era tudo tão bonito, tudo tinha tanta magia, tudo era tão confortável! Resolvi ficar por alí, ela cuidou de mim, me abraçou, e me apresentou ao mundo. Muitas pessoas? Não, meu mundo era aquela casa, a casa daquela borboleta, seu casulo me abrigava . Aos poucos, fui me esquecendo daquela decoração branca, daquela parede branca e chão seco.Agora eu consigo voar,e posso pousar com a borboleta onde eu quero, mas eu não quero ir longe, eu só quero ficar do lado dela.
Admito que só consegui descer da torre, com ela. Admito que sou feliz porque senti as cores. Pensei que tinha enlouquecido, mas não. Era só um desvio.
Admito também que tenho muito medo, de estar voando, quebrar minhas asas e cair novamente naquela bendita decoração branca, mas o amor que contrui por quem me fez ver cores de novo, não vai me deixar cair. Eu tenho certeza, ele não vai me deixar cair.
A menina do quarto se tornou, em algo que a satisfaça.
